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A ascensão meteórica de Manuel deu o quarto bronze a Portugal

Manuel Mendes foi 3.º na maratona T46. Lusos despedem-se do Rio 2016 com quatro medalhas, todas de bronze
Foi uma ascensão tardia mas meteórica. Manuel Mendes, que apenas no ano passado se estreou a competir entre a elite mundial do desporto adaptado, abrilhantou a despedida de Portugal dos Jogos Paralímpicos, com a conquista de mais uma medalha de bronze. O atleta vimaranense, de 45 anos, foi 3.º classificado na maratona T46 (classe para amputados dos membros superiores), elevando para quatro o número de pódios alcançados pela missão portuguesa no Rio 2016. "O meu treinador disse que se tivesse juízo podia fazer uma surpresa e fiz", resumiu, com simplicidade, no final.
Manuel Mendes - que perdeu o antebraço esquerdo aos 9 anos, num acidente com uma máquina agrícola, quando brincava numa quinta próxima de casa dos pais - não era um atleta paralímpico tão experiente como os outros portugueses que trouxeram medalhas da competição que decorreu até ontem no Rio de Janeiro. Para o desportista de Guimarães, o atletismo foi uma descoberta tardia (perto dos 30 anos, por influência de um tio), um hóbi a que foi dedicando cada vez mais horas e quilómetros (evoluindo das distâncias mais curtas para a maratona). Desde 2015, essa dedicação começou a dar frutos a nível internacional. E ontem surgiu o mais saboroso - uma medalha que "não era totalmente esperada", como admitiu, em declarações à agência Lusa.
O atleta do Vitória de Guimarães conseguiu o 3.º lugar na maratona T46 com o tempo de 2:49.57 horas, a 16.22 minutos do vencedor, o chinês Li Chaoyan, e 12.56 do 2.º classificado, o espanhol Abderrahman Ait Khamouch (2:37.01). Foi o epílogo de uma prova em crescendo do minhoto, que só nos cinco quilómetros finais chegou às posições de pódio, ultrapassando o peruano Efraín Sotacuro - que, ainda assim, ficou a 5.30 minutos de Mendes.
"Se me aventurasse teria estourado e, na parte final, teria sido apanhado. Andei no meu ritmo, nunca sai da minha zona de conforto. Com as temperaturas altas [superiores a 35 graus], os favoritos foram caindo. Andei uma volta completa num ritmo tranquilo", descreveu o veterano português.
Quatro medalhas e 29 diplomas
A medalha conquistada por Manuel Mendes "fechou com chave de ouro a participação de Portugal nos Jogos Paralímpicos" - como disse o presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, na nota de felicitações logo divulgada (o primeiro-ministro, António Costa, também deu os parabéns ao maratonista). No entanto, ontem também estiveram em competição outros dois portugueses, que se despediram do Rio 2016 com classificações honrosas - com direito a diploma - na maratona T12 (classe para deficientes visuais). Gabriel Macchi acabou em 6.º lugar (2:43.49 horas, seu melhor tempo do ano) e Jorge Pina ficou em 7.º (2:55.47), numa prova que foi ganha pelo marroquino El Amin Chentouf (com o registo de 2:32.17).
Quando Macchi, Mendes e Pina cortaram a meta da mítica distância dos 42,195 quilómetros, caiu o pano sobre a participação portuguesa nos Jogos Paralímpicos - ontem encerrados, com a China no topo do medalheiro coletivo e os nadadores Daniel Dias e Ievgenni Bogodaiko no topo da tabela individual (ver à direita). E o balanço foi muito positivo para as cores nacionais, como o presidente do Comité Paralímpico de Portugal, Humberto Santos, já sublinhara.
Antes de Manuel Mendes, também Luís Gonçalves (atletismo /400 metros T12), José Carlos Macedo (boccia/torneio individual de BC3) e a equipa BC1/BC2 de boccia (Abílio Valente, António Marques, Cristina Gonçalves e Fernando Ferreira) tinham conquistado medalhas de bronze. E, no total, os lusos somaram 29 diplomas no Rio 2016 (atribuídos aos oito primeiros classificados de cada disciplina).
De resto, com o pódio alcançado pelo maratonista, a missão portuguesa foi além da meta estipulada, de igualar as três medalhas de Londres 2012: não só conseguiu estancar a quebra no medalheiro nas últimas edições de Jogos Paralímpicos (à medida que o maior evento mundial de desporto adaptado foi ganhando dimensão e a competitividade aumentou...) como cresceu ligeiramente. Resultados que "são o alicerçar de um trabalho que vem sendo feito no desporto paralímpico", notou o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues - que tutela a pasta do Desporto e assistiu às últimas provas, no Rio de Janeiro.
Ao todo, Portugal já conquistou 92 medalhas desde que começou a ter participações regulares em Jogos Paralímpicos, a partir de 1984. A grande maioria dos pódios surgiu no atletismo (53) e no boccia (26) - as modalidades que renderam os quatro bronzes do Rio 2016.